segunda-feira, março 06, 2006

José Sócrates tulee Helsinki kuten opiskelija!

José Sócrates tulee Helsinki kuten opiskelija= O José Sócrates vai a Helsínquia como estudante!
O nosso "premier", acompanhado de uma ilustre comitiva, vai passar 24 horas em Helsínquia a "estudar" para melhorar o nosso plano (choque?) tecnológico.
Acho bem... A Finlândia saiu de uma enorme crise económica no início dos anos 90 (depois do desmoronamento do seu principal parceiro comercial, a URSS) com grande sucesso. Hoje, é um dos países mais competitivos do Mundo, e quando falo de competividade não estou só a falar de empresas competitivas em mercados globais, mas também noutros tipos de competividade como sejam a justiça social, a qualidade ambiental, etc. . Como é que o fizeram? Uma aposta forte na ciência e tecnologia, em todos os níveis de ensino (desde o fim da II Guerra Mundial diga-se), na organização territorial (não há governos regionais eleitos, mas sim associações de municípios, os chamados conselhos regionais, com responsabilidades de planeamento, gestão da saúde, ambiente e outras áreas, sendo certo que os municípios, por lei (!) são obrigados a integrar)
Porém, é preciso saber aprender! Espero que o Zé, o Manel e outros saibam. Porque se o resultado da "lição" desaguar numa tentativa de cópia da experiência finlandesa, estamos tramados...
Portugal a Finlândia são países muito diferentes, como toda a gente sabe. As "estruturas" socio-economicas são muito distintas. Na Finlândia não há 9 gestores a ganhar 250 mil euros e 900 mil reformados a ganhar menos de 200 euros. Na Finlândia, quando há apostas, há, de facto, apostas. Se calhar a maior lição que o nosso primeiro poderá retirar da sua visita às terras do Kalevala tem mais a ver com a genuinidade das políticas do que com "fogachos" tecnológicos...

Nakemiin! Kiitoksia paljon!

4 comentários:

Unknown disse...

Um país que alimenta a sua agenda do show-off não terá futuro auspicioso. Será que na Finlândia a banca paga 12% de impostos?
A ver vamos...

Norte disse...

Existem viagens que valem a pena serem feitas e que nais tarde ficam na memória. E esta, embora com evidentes sinais propagandísticos que me ultrapassam e creio ser de menor interesse, poderá ser para mais tarde recordar (como o célebre spot da Kodak dos anos 80), já que existem situações na experiência finlandesa que vale a pena analisar. Senão vejamos. Como já descrito, e bem, a realidade finlandesa pauta por uma contínua insistência na vertente educacional científica e, mais recentemente, línguistica com insistência no inglês (a Finlândia é um país com duas línguas oficiais, o finlandês e o sueco). Um outro aspecto, que não foi mencionado, mas que acho ser importante e que também poderá explicar em parte o "sucesso" finlandês, reside no facto de que na Finlândia desde os anos 70/80 existir um pacto de regime entre os principais partidos políticos. Só assim, com estabilidade política aliada ao desígnio nacional centrado na educação e ao facto de melhor do que ningém terem “lido” os sinais da “revolução” da informação e das telecomunicações nos já idos anos 80, poder-se-á perceber a boa performance actual finlandesa. Da crise resultante da queda do bloco de Leste e do seu principal cliente, a defunta União Soviética, que levou a uma grave crise económica a níveis de desemprego altos, a Finlândia conseguiu organizar o seu tecido empresarial para esse novo paradigma que então surgia. Devemos, ainda, realçar a importância que o capital de risco teve nesse período de transição pelo qual passou a Finlândia, já que sem “capitalistas”, aqui entenda-se o próprio Estado e a iniciativa privada, as empresas não teriam os meios financeiros adequados para efectuarem a “revolução”. Este factor aliado ao capital humano já mencionado e resultante da massificação do ensino na vertente científica, ajuda a compreender como uma empresa como a Nokia, o exemplo mais mediatizado, e que na sua génese tinha como “core business” o calçado em borracha (as celébres galochas Nokia) e os pneumáticos, tenha-se reconvertido para o sector das telecomunicações com o sucesso conhecido.
Tentando um exercício de analogia com o nosso País, seria a mesma coisa que a defunta “Sanjo” de São João da Madeira se reconvertesse e deixasse de fabricar num curto espaço de tempo as célebres sapatilhas da nossa juventude e começasse a produzir telefones móveis digitais. Seria isto possível no Portugal dos anos 80? Tarefa difícil, já que nessa altura o nosso País encontrava-se num processo de renovação sócio-económico acelarado e que resultaria na entrada na CEE, e o tecido empresarial português encontrava-se mais interessado na manufacturação de produtos sem mais valia acrescido do que na pesquisa e desenvolvimento de novas tecnologias. Ou seja, o futuro não passou por aqui e, infelizmente, sómente passados 20 anos da “revolução” finlandesa, Portugal inicia o seu plano tecnológico.
Facto curioso. Hoje, a paixão portuguesa encontra na Finlândia a sua musa de inspiração, assim como na década de 90 a inspiração provinha da Irlanda, o “tigre” Celta.

Anónimo disse...

Parte do nosso futuro joga-se no ensino e na capacidade de transmitir exemplos de rigor e exigência aos alunos. Neste capítulo os nossos profs têm muito a aprender com os profs filandeses.
Que traga o que de bom tenha esse país e que exorte todos a observar. Mais exigência e mais rigor, precisam- se!

Anónimo disse...

Que se fodam os filandeses!!!
Eu sou Português!!!

"Ganimedes"

PS: Remember me, boy?
Take care.